Com calção, meião, chuteiras e camisa

Não vou aqui ficar masturbando a história do Muricy Ramalho. Não vou contar como foi sua carreira de jogador. Como foi sua temporada no México. Não vou falar sobre as primeiras experiências como técnico – ao lado de Telê Santana. Nem mesmo vou falar do sucesso que ele fez e faz no Nordeste. Escrevo aqui sem entrar em detalhes sobre seus últimos anos de carreira – nos quais ganhou 4 dos útlimos cinco Brasileirões , sem contar o de 2005 que poderia muito bem ter ganho.

Tudo isso todo mundo bem ou mal já sabe. Já conhece. Até porque tivemos um post aqui mesmo neste blog falando sobre tudo isso. O que eu quero falar, bem rapidinho, é sobre os próximos anos dele. Um exercício de futurologia bem salgado por esperança. E tem a ver com o Santos…

O Santos Futebol Clube vive mais um dos muitos momentos, que se repetem na sua história, de molecagem – no melhor e no pior sentido da palavra. O futebol é ofensivo e atrevido, como estamos vendo desde o ano passado, mas algumas polêmicas vão surgindo e vários problemas também – nesse mundo que exige meninice e maturidade ao mesmo tempo. A diretoria, da mesma forma, age bem – minimizando problemas e fazendo o máximo pra alegria continuar -, mas peca (por falta de experiência, talvez) em alguns pontos.

Entre eles  a contratação e demissão de técnicos. Dorival foi demitido porque desfez um combinado: deveria escalar Neymar contra o Corinthians, como havia concordado, mas depois disse que não escalaria mais. Pelo menos foi o que nos disseram. Chamaram o interino e erraram contratando para um grupo que é, por essência, bagunçado – no melhor sentido -, quase aleatório (no sentido da imprevisibilidade), um técnico igualmente randômico e experimentador. Além do mais, sem personalidade forte e presente. Não deu certo. Muito criticou-se o Santos pela demissão de Adílson Batista…eu critico já a contratação.

Ficaram então com o interino, que até agora faz um trabalho mediano, nada muito brilhante – sem arriscar muito, não comete nenhum absurdo mas também não salva o time. Muito especulou-se até que um técnico – o Muricy – “cai no colo” do Peixe.

Incomum em sua carreira, o pedido de demissão no Fluminense deixou Muricy livre para propostas. Ele disse que ficaria 30 dias de férias, e por enquanto está cumprindo. Luís Álvaro, presidente do Santos, não saiu do pé do treinador. Segundo o cartola, ele só não assina se faltar tinta na caneta. O contrato está encaminhado, os salários, as premiações, parece que hoje mesmo (terça dia 05 de Abril de 2011) eles batem o martelo.

Daqui pra frente não sabemos como vai ser…espero que minha futurologia vire fato:

Muricy vai fechar com o Santos e, como disse, vai dar uma força para os jogadores amanhã antes do jogo da Libertadores. O time vai ganhar e, assim, vai dar uma respirada na Libertadores – deixando o clima bom para se trabalhar.O novo técnico vai começar o trabalho na quinta-feira e vai estreiar com vitória no Domingo.

Três máximas serão vencidas:

1- Muricy é retranqueiro:

O time de 2005 do Inter, comandado por ele, era bem ofensivo e fazedor de gols. Bom técnico que é, M. Ramalho trabalha com o elenco que dispõe e esse fardo de retranqueiro veio do muito tempo que passou no São Paulo – com um plantel bem defensivo.
No Santos ele vai aproveitar as estrelas, dar sorte de contar com as voltas de Arouca e Charles e vai montar um time ofensivo. Vai pedir reforços para a zaga, e vai ter, fechando bem o time atrás na zaga. Os volantes vão estar mais afinados e vão evitar contra-ataques que costumam matar o Peixe. Com mais segurança, o meio e o ataque vão ter mais liberdade. O Santos vai voltar a jogar bonito, a golear, mas dessa vez com uma boa defesa.

2- Muricy não ganha mata-mata:

Essa ele vai matar logo no primeiro semestre. Vai levar o Santos a final da Libertadores e conquistá-la. Vencendo, no final do ano, o Mundial de clubes. Títulos inéditos em sua carreira e com boas premiações, Muricy não vai desistir e nem vai deixar que os jogadores desistam.

3- O Santos não segura técnico:

Essa não é bem uma máxima ainda. Mas é o que corre na crônica esportiva desde Wagner Mancini. Entrou Luxemburgo, que saiu na troca de Diretoria/Presidência. Dorival saiu naquele episódio, Adílson não se deu bem (bons números, mas foi mal na Libertadores e perdeu um clássico contra o Corinthians)…enfim…
Muricy, que costuma passar um bom tempo nos clubes onde passa (costuma!), vai ficar no Santos tempo o suficiente para fazer história, tempo fora do comum. Algo como uns quatro anos.

Isso tudo é suposição, a única coisa que da pra saber é que os jogadores vão jogar ‘com calção, meião, chuteiras e camisa’ – como disse certa vez o Murição!

POR BRUNO JEUKEN

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2 responses to “Com calção, meião, chuteiras e camisa

  1. 4 anos é mto, ele não fica.
    E também acho mto difícil ele chegar à final da Libertadores, quanto mais levar o caneco e o mundial.

  2. Acredito que o Muricy fará um grande trabalho pelo santos… se conseguir arrumar o sistema defensivo, já pode se dar por satisfeito

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